Segundo romance de Fernanda Torres conta a história de ascensão e queda de um ator carioca.

Quatro anos após se lançar no mundo dos romances com Fim (Companhia de Letras, 2012), Fernanda Torres surge com um novo trabalho tão excepcional, se não mais, quanto. Em A Glória e seu cortejo de horrores, Torres narra a história que tem, como pano de fundo, o Teatro, algo que ela conhece tão bem. O protagonista dessa história é Mario Cardoso, um ator que fica nacionalmente famoso após participar de algumas telenovelas, mas que na tentativa de se reinventar artisticamente, monta uma adaptação de Rei Lear que sai completamente errada. O desastre da peça, somado à problemas pessoais, fazem Mario Cardoso relembrar de momentos de sua carreira, desde seu início na dramaturgia, até seus maiores sucessos e várias de suas derrotas.

Ninguém como Fernanda Torres teria tanta propriedade para falar desse tema. A autora, filha da consagrada atriz Fernanda Montenegro e de Fernando Torres, cresceu no teatro e na televisão. Fez sucesso no drama e se encontrou como atriz no humor. Humor esse que, juntamente com suas experiências, é transportado para dentro do livro.

Antônio Fagundes e Fernanda Montenegro fazem leitura de partes do livro no lançamento do mesmo. Foto: divulgação/reprodução.
Prepare-se para ler um livro em que você se pegará rindo inúmeras vezes. Um deboche sobre a crise atual do oficio, um deboche sobre a crise atual do brasileiro, um deboche sobre a humanidade, como um todo. E Fernanda Torres faz isso com maestria, se solidificando como uma escritora voraz e produtora de um conteúdo de extrema qualidade. Cada minuto gasto com a leitura vale a pena. É uma receita certa para a diversão.

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Acabou em Pizza

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